DOE E MULTIPLIQUE – Doação automática da Nota Fiscal Paulista incentiva consumidor a ter atitude solidária

No comércio e na rotina das pessoas as luzes do Natal já estão acesas, mas poucos consumidores tiveram o “insight” que pode gerar transformação de vidas sem gastos adicionais. O estalo para incentivar a postura solidária vem da função Doação Automática do programa Nota Fiscal Paulista (NFP).

O objetivo do Instituto Paulo Freire de Ação Social é tornar acessível informações de difícil entendimento ao cidadão comum, que desconhece o potencial filantrópico de suas compras, muitas vezes descartando seus cupons fiscais no lixo.

A novidade que poucos sabem é que a Doação Automática de cupons fiscais com CPF dobra o valor da nota para efeito de cálculo do crédito e pode render até 10 Ufesps (R$ 265,30) em uma única compra, seja de um eletrodoméstico caro ou de um café de R$ 4,00. Além disso, o consumidor continua participando dos sorteios da NFP e permite que a instituição social também concorra.

Supondo que uma pessoa restitua R$ 100,00 por ano com seu CPF pela Nota Fiscal Paulista, ao ceder seus créditos via Doação Automática, o valor doado será de, no mínimo, R$ 200,00, pois as vantagens do programa são múltiplas.

De acordo com o site da Secretaria da Fazenda e Planejamento, a destinação dos créditos para entidades assistenciais proporciona um aumento de mais de 100 vezes no crédito médio por cada documento fiscal que é doado pelos consumidores. “No sistema antigo, cada nota fiscal depositada em urnas localizadas em estabelecimentos comerciais gerava, em média, R$ 0,23. Já nas doações realizadas diretamente pelo aplicativo, permitindo que o consumidor escolha a instituição que irá receber a sua doação, o valor médio do crédito gerado em documento fiscal é superior a R$ 40”, explica o portal.

Com a novidade, as urnas para entrega de cupons fiscais sem CPF tornam-se ultrapassadas, pois o programa permite que o cupom seja cadastrado on line mesmo quando o consumidor esquece de pedir o aclamado “CPF na nota”. Contudo, as práticas demonstram que as informações ainda não chegaram com clareza na população. As doações na urna ainda estão valendo, porém o valor calculado não é turbinado, mantendo a mesma referência de crédito que seria restituído pelo consumidor comum.

A novidade do programa completa dois anos em novembro e, apesar de ser muito vantajosa, ainda patina devido à necessidade de um esforço maior de divulgação. Em posse de dados simplificados, haverá uma tendência maior à filantropia entre os cidadãos diante do questionamento entre restituir um valor de pequeno valor aquisitivo ou fazer uma doação expressiva (talvez superior às suas possibilidades) sem desembolsar nenhum real.